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Os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado gastronômico durante a pandemia e os possíveis caminhos de saídas da crise.

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No mês de dezembro 2019 o mundo entrava em alerta sobre um vírus letal que circulava em todo continente Asiático e já se estendia a alguns países da Europa a Covid 19 ,em março de 2020 ele chega em nosso país causando medo, insegurança e muito desemprego, um dos setores mais atingidos com a pandemia foi o mercado gastronômico, mercado esse onde a atuação feminina não chega a 30% da ocupação das vagas no , não porque não somos capazes de assumir as vagas existentes até então, é porque a visão do empresário dono de restaurante a mulher não tem voz de comando para uma brigada(termo usado para a equipe de cozinha).Somos a maioria nas funções inferiores na ierarquia,o que eu quero dizer com isso, é que se antes a nossa situação já não era fácil se complicou um pouco mais ainda, mas a mulher brasileira como diz um ditado popular faz do limão uma limonada e não se deixa abater pelas circunstâncias, tivemos aí uma reviravolta nessa situação de crise, em um mercado crescente o serviço de personal chef tem ganhado espaço em nossa região, com a abertura gradativa do turismo o aumento pela procura por residências para locação por famílias tem aumentado consideravelmente, e nessa procura em uma crescente as profissionais de cozinha (chefs cozinheiras) tem tido destaque, mulheres que antes não tinha um lugar ao sol tem sido solicitadas para a prestação de serviço como personal Chef, elaborando cardápios, lista de compras e atendimento personalizado de acordo a exigência e necessidade do cliente levando para residências o serviço de um restaurante 5 estrelas.

A busca pela melhoria na qualidade do atendimento por essas profissionais abre a discussão para os novos rumos da gastronomia em nossa região e um horizonte promissor, pois o período pandêmico ainda está distante de um fim haja vista que não chegamos a tão sonhada paz sem esse vírus letal.
Nosso perfil de turistas tem mudado nossa região antes era procurada por jovens em busca de badalação, hoje temos a procura de famílias que vem cumprir quarentena e isolamento em nossa região.
Precisamos ficar atentas para as oportunidades e vagas porque ainda são limitadas a um grupo seleto, mas, com tendência a crescimento do mercado.

Os delivres também se tornaram uma opção de renda nesse período, quem não conhece uma amiga, vizinha ou parente que faz um bom prato e resolveu arriscar e está fazendo sucesso com as vendas, precisamos nos unir e montar redes de apoio a essas mulheres pois temos um índice alto de mulheres chefs de família.

Para nós mulheres estar inserida nesse mercado nunca foi fácil há desafios diários o machismo sempre nos travou de alguma forma e sempre teremos que estar a frente do tempo não para provar capacidade de liderança, mas sim em lidar com a insegurança e instabilidade do momento, nos fazemos forte e avançamos mesmo em situações críticos, com muita garra e determinação vamos seguindo, derrubando barreiras sejam elas quais forem, sendo profissionais de cozinhada saúde, da educação, da ciência, do jornalismo, sendo do lar e de todas as áreas que nós mulheres temos avançado e nos posicionando.
Aqui deixo minha homenagem a todas as mulheres que contribuem para a evolução humana em especial as que estão na linha de frente no combate a Covid 19 desde a auxiliar de serviços gerais, a recepcionista, técnica de enfermagem, enfermeira, médica que além de tudo são mães, esposas, filhas que deixam suas famílias para cuidarem das pessoas acometidas por esse vírus letal, vocês são incríveis.
E para nós mulheres da gastronomia meus parabéns pela capacidade de ressurgir em meio as dificuldades e desafios diários.

Iza Souza é Gastronoma formada pelo Senac Porto Seguro,especialista em culinária Bahiana,Cozinha Ancestral e pesquisadora da Culinária Indígena Pataxós.

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Reunião de alinhamento da rede de proteção a mulher

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Na manhã desta sexta (18/06), reuniram-se na sede do 8° BPM, representantes dos órgãos que compõem a “Rede de Proteção a Mulher”, no município de Porto Seguro.

O evento foi marcado pelas presenças das seguintes autoridades: Dra. Michelle Menezes Quadros Patrício, Juíza de Direito; Delegada Elisabeth Salvadeu, representante da DEAM; Sr. Lucas Magalhães, representante da Coordenação Regional do DPT; Sra. Moana Fernandes Novaes de Oliveira, Coordenadora do CRAM (Porto Seguro); Sra. Kâdara Pataxó, representante do CRAM (Santa Cruz Cabrália); Subten PM Anderson dos Santos, Coordenador Adjunto do CICOM; Dra. Tatiana Câmara de Assis, Defensora Pública; e, o Delegado Marcelo Mota, representante da 1° DT, além do Comandante e Subcomandante do 8° BPM, o Ten Cel PM Alexandre e o Maj PM Lima Neto, respectivamente.

O encontro serviu para traçar um balanço acerca das atividades desenvolvidas, analisando os resultados alcançados até o momento, bem como, projetar as futuras ações de melhorias e eventuais correções.

ASCOM/8° BPM

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